Peritos do Instituto Superior Técnico sustentam que, muito em breve, “entre vacinação e infecção, toda a população terá alguma imunidade ao vírus” e que a doença vai passar a ser residente, como a gripe ou o herpes. Em março, adiantam, o SarsCov2 já não terá espaço para crescer no país
A fase pandémica está mesmo a chegar ao fim, prevendo-se que a doença provocada pelo Sars-Cov-2 se torne como tantas outras, seja a gripe, o sarampo ou o herpes. A estimativa consta do relatório do grupo de peritos do Instituto Superior Técnico Da Universidade de Lisboa, a que a CNN teve acesso, onde apontam o final do próximo mês como o momento chave. “É altura, a partir de meados de fevereiro, de preparar o pós-covid-19 em Portugal, pois os sistemas de saúde terão agora de preparar resposta para as pessoas em número a estimar que poderão sofrer de long covid e manter alguma reserva de resposta para eventuais variantes”, lê-se no documento coordenado por Rogério Colaço, presidente do Instituto Superior Técnico.
Segundo os investigadores, nessa altura já terá passado o pico da 5.ª vaga, a imunidade ao vírus será grande e este ficará sem espaço para continuar a crescer em março. “Entre vacinação e infeção, depois do final de fevereiro toda a população terá alguma imunidade ao vírus”, dizem os investigadores, que estimam que o pico se situe entre 1 e 12 desse mês com 150 mil infetados por dia.
“Passagem a doença como a gripe, herpes ou hepatite”
Os peritos, que têm analisado a situação da pandemia no país ao longo dos últimos meses, acreditam que uma vez que no final de fevereiro toda a população terá alguma imunidade isso significa o fim da fase pandémica: “Isso traduz a passagem para uma doença residente a longo prazo como em tempos foram poliomielite, sarampo ou varíola entre nós ou, atualmente no Mundo, dengue, febre amarela, gripe, hepatite, herpes, HPV e SIDA, entre tantos outras”.
A imunidade ganha pela população portuguesa no final desta 5ª vaga, está já, segundo os autores deste relatório, confirmada “por quase todos os investigadores que têm analisado o impacto do covid-19 Portugal”, incluindo a nível europeu pelo diretor da Organização Mundial de Saúde para a Europa, Hans Kluge, a 23 de janeiro. Por isso, e relembrando que “tinha sido antecipado por Marcelo Rebelo de Sousa” – que costuma, aliás, receber os dados deste relatório – avisam que chegou a hora de mudar a forma de combater a situação e encarar este vírus como umas “das nossas preocupações futuras, como a gripe sazonal e muitas outras doenças”
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