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Portugal tem das mais baixas taxas de mortalidade do mundo em crianças até aos cinco anos

Publicado em 19-09-2019
Portugal tem das mais baixas taxas de mortalidade do mundo em crianças até aos cinco anos

Portugal continua a ter das mais baixas taxas de mortalidade de crianças até aos cinco anos, com três mortes em cada mil nascimentos em 2017, contra 12 em 1990, segundo estimativas da OMS e da UNICEF divulgadas esta quinta-feira.

Os dados fazem parte das novas estimativas para a mortalidade infantil e materna do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e da Organização Mundial de Saúde (OMS), que revelam que cada vez sobrevivem mais mulheres e recém-nascidos, mas ainda morrem no mundo uma grávida ou um recém-nascido a cada 11 segundos, a maioria por causas evitáveis.

Segundo o relatório Níveis e Tendências na Mortalidade Infantil 2018, Portugal registava, em 1990, 12 mortes de crianças menores de cinco, número que caiu para as três mortes em 2017, o que coloca Portugal entre os 30 países do mundo com melhores taxa de mortalidade neste indicador, num total de 172 países analisados.

O Japão e a Islândia são os países que apresentam a mais baixa taxa de mortalidade, com duas crianças mortas antes dos cinco anos por mil nascimentos.

Do lado oposto, encontram-se a Libéria com 174 mortes de menores de cinco anos por mil nascimentos, Moçambique (159) e Serra Leoa (155), adiantam os dados hoje divulgados.

A taxa de mortalidade neonatal em Portugal também registou uma descida, passando de sete mortos por cada mil nados-vivos em 1990 para dois mortos por cada mil nados-vivos em 2017, número que coloca Portugal entre os melhores países do mundo neste indicador.

O Japão, a Estónia, Andorra, Islândia, Eslovénia, Singapura e San Marino são os países que apresentam o melhor resultado neste indicador com um morto por cada mil nados-vivos em 2011, em oposição ao Paquistão com 44 mortos por cada mil nados-vivos.

Segundo o relatório, desde o ano 2000, a morte de crianças recém-nascidas desceu quase para metade, enquanto a das grávidas foi reduzida em mais de um terço, devido maioritariamente a melhorias no acesso a serviços de saúde de qualidade a preços acessíveis.

 

Fonte: Público